A Vida Real

Olá galera, tudo bem?
Nem me venham falar que estou sumida, porque tenho consciência disso!
Bem, eu já comentei que o blog está com uma mudança de conteúdo e vocês já vem sentindo isso faz um tempo, enfim o post de hoje pode ser considero bem construtivo.

Nesta manhã, enquanto estava na aula, uma das minhas professoras passou uma folha contendo o artigo da revista Veja (pela data, do dia de hoje) e eu achei tão interessante que pensei "vou publicar ele no blog"!

O artigo foi escrito pela Lya Luft.

Existem 10 pontos a serem destacados no texto (quando vocês lerem vão entender) e encarei eles como meus mais novos 10 mandamentos, porque ele trata literalmente a vida real de forma simples e direta e se você lê-lo com atenção, é bem possível você se "tocar" logo de uma vez ou simplesmente adquirir a mensagem para o seu dia-a-dia.

Leia e entenda, cada um pode tirar a sua conclusão mas o que vale é entender o que o texto quer dizer.

A Vida Real: Em tempos de crise como esta - e crise "braba",apenas começando -, a vida parece tornar-se mais real. Belisca, morde, derruba, atira pedra na testa da gente e apunhala o coração. Li por esses dias algo "de Bill Gates" que não deve ser novo, nem sei se é dele - mas tem o jeito de quem deu duro danado, persistiu e venceu. Transcrevo e adapto um pouco aqui esses conselhos. "Bill Gates", convidado para paraninfar uma turma de faculdade, teria chegado, subido ao pódio, tirado do bolso um papel que leu em cinco minuto, sendo aplaudido por outros dez (ao menos essa é a lenda). Eis os conselhos: "1) A vida não é fácil - acostume-se com isso; 2) O mundo não se preocupa com a sua autoestima, mas espera que você faça alguma coisa útil para ele; 3) Você não vai  ganhar 20 000 por mês assim que sair da faculdade, não será vice-presidente da empresa com carrão á disposição antes de conseguir comprar o seu próprio carrão com o fruto do seu trabalho; 4) Se você acha seu professor severo, ou grosso, espere para ver seu futuro chefe: ele não vai ter pena de você;5) Trabalhar meio turno, vender qualquer coisa, ser frentista ou garçonete para ajudar a pagar seus estudos não é humilhante. Há quem chame isso de 'oportunidade'; 6) Antes de você nascer, seus pais talvez não fossem tão críticos quanto agora, que precisam pagar suas contas, lavar suas roupas, aguentar suas insolências, como dizer que eles são ridículos. Então, antes de querer salvar o planeta, arrume seu quarto; 7) Se na sua escola ou faculdade não se distinguem os esforçados dos preguiçosos, e todos são igualmente aprovados, saiba que a vida não é assim. Na vida real, ao primeiro erro grave você poderá ir para a rua; 8) A televisão não é como a vida real. Na vida real, a gente tem de sair do barzinho ou da balada e ir para o trabalho; 9) Não ria dos nerds que os outros julgam babacas porque trabalham, estudam, se esforçam. Há uma boa probabilidade de um dia você ser empregado de um deles". Por que gostei tanto dessas frases? Por que as coloco como eixo desta coluna? Primeiro, porque acredito piamente em tudo isso, porque acho que estamos mais molengas, mas queixosos, mais arrogantes, menos preparados, mais exigentes, como se o mundo, os pais e todos, nos devessem alguma coisa, nos devessem sucesso imediato e vida fácil, enriquecimento sem cansaço, sucesso sem preparo - como se fôssemos uns principezinhos abobados a quem todo mundo deve homenagem. Hoje em dia, principezinhos bobos homenageados de graça estão fora de moda: todos querem pelo menos uma faculdade, fazer algo útil e parecer gente normal. Além disso, eternos adolescentes me cansam muito, gente com mais de 20 anos bancando filhinho de papai e de mamãe, embora tenha saúde e capacidade para estudar, trabalhar, engolir sapos como todo mundo, crescer, subir na vida e no emprego - e quem sabe começar a retribuir de alguma forma tudo o que seus pais fizeram por ele desde o primeiro dia seu no mundo. Pode ser apenas gentil, educado, carinhoso, atencioso...de vez em quando. Também gostei do texto porque me parece muito útil para os próprios pais ( e professores - e quem lida com a educação em geral, tão maltratada hoje neste país): tratar os filhos (ou alunos) como coitadinhos, que não podem sentir em casa e fora dela nenhuma autoridade ou limites, nem devem ser traumatizados com notas baixas ou reprovação, não ajuda em nada. Ao contrário, forma imaturos, eternos queixosos e injustiçados que saltam de um curso ou emprego para outro, não em busca de algo melhor, mas porque o chefe fez cara feia. Serão os para sempre despreparados e irresponsáveis, pois nunca lhes foi exigido nada a sério, como recompensa e punição - numa vida muito real. Na lista que citei faltou uma sugestão adequada a este momento brasileiro - que seria cômico se não fosse trágico. Ela é minha: 10) Você está entre aqueles que sentem que as coisas no Brasil andam muito esquisitas? Então, da próxima vez, vote direito. 

Eu sei que é um artigo comprido, mas é tão rico em conteúdo que eu considero pecado se você não ler até o final. Não há o que acrescentar e nem o que tirar, na minha opinião Lya Luft tirou as palavras da minha boca e me mostrou como é A Vida Real.

Espero que tenham gostado, um grande Beijo e até a próxima!


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